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Como transformar dados em informação?

09/11/2016
Como transformar dados em informação?

Na Era Digital, os consumidores não resistem em compartilhar alguns de seus dados para customização dos serviços, obtenção de ofertas, ou mesmo viabilizar um produto tecnológico. Afinal, para fazer o uso gratuito de plataformas como WhatsApp, Facebook, Google ou qualquer produto “grátis”, é necessário visualizar anúncios que foram segmentados especialmente para aquele usuário. Se no mundo dos negócios “não existe almoço grátis”, no mundo tecnológico, se alguma coisa é grátis é porque você e seus dados são o produto. E, não custa lembrar, a definição de dados como informações brutas. Ou seja: informações são dados tratados, que permitem tirar alguma conclusão.

 

Para as empresas o maior desafio é transformar todos os dados em informações relevantes e úteis para os negócios? No post de hoje, vamos sugerir alguns passos para auxiliar sua empresa a extrair o máximo dos dados coletados.

 

1º passo: estratégia

 

Coletar a armazenar dados tem se tornado cada vez mais barato, mas quanto maior a quantidade, maior o custo mensal para mantê-los. É preciso traçar uma estratégia de quais informações são necessárias para medir seus indicadores-chave de desempenho. Independente do seu ramo de atuação, dados como sexo, idade, local de residência, produtos ou serviços adquiridos e interações realizadas nos diversos canais de relacionamento são um bom começo. Com eles é possível traçar perfis de consumo, estabelecer níveis de satisfação em cada estágio do funil de vendas, bem como estreitar o relacionamento e prever tendências de consumo para cada segmento. As soluções de gestão de relacionamento com o consumidor, mais conhecidos como CRMs, fazem um bom trabalho nessa organização e manipulação dos dados.

 

2º passo: identificação dos usuários via perfis sociais

 

Cada vez mais os usuários estão conectando suas redes sociais aos métodos de login dos serviços online. Diversas soluções vêm adotando o login único, ao se integrarem com as contas de serviços populares como Google e Facebook. A conexão via rede social poupa o usuário de preencher um novo formulário de login, ao mesmo tempo que permite à sua empresa validar informações que poderiam ser propositalmente alteradas, como sexo ou idade.

 

3º passo: cruzamento das bases de dados para agregar valor

 

De nada adianta investir em tecnologia se ela não agregar valor ao seu negócio. Um bom exemplo dessa integração foi feito pela equipe do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, MDSA, responsável pelo programa Bolsa Família do Governo Federal. Para realizar um pente fino nos beneficiários do programa, as informações foram cruzadas com seis bases de dados governamentais: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape). O resultado: mais de 1 milhão de beneficiários irregulares foram identificados e suspensos do programa. Uma economia considerável e alto valor agregado pela tecnologia ao segmento Governo.

 

4º passo: automatizar respostas

 

O segmento de varejo vem se destacando na automatização de respostas, com tempo cada vez menor entre o processamento dos dados e a reação. Adotar um sistema de gestão integrado permite monitorar vários indicadores, adotando respostas imediatas e melhorando a eficiência geral da empresa. Um bom exemplo são as demandas sazonais, como a venda de repelentes nos períodos quentes e chuvosos, em que os mosquitos se proliferam com mais facilidade. Ao acompanhar, quase em tempo real, os estoques de suas unidades, o que antes eram dados de produtos vendidos e unidades disponíveis em cada filial, se torna uma poderosa informação estratégica, tanto para o vendedor, quanto para o fornecedor.

 

Lembre-se que o consumidor precisa e vai adquirir o repelente, seja na sua loja ou no concorrente, e se o produto do fornecedor não estiver disponível ele vai adquirir outro similar. Não deixar faltar é bom para todos. Tudo isso sem contar no aumento do poder de barganha, junto aos fornecedores e distribuidores, uma vez que as compras podem ser unificadas para todas as unidades, diminuindo o custo unitário de aquisição.

 

5º passo: eficiência e produtividade

 

Se você seguir os quatro passos anteriores, certamente vai otimizar seu processo e melhorar a eficiência e produtividade da sua operação. Ao fazê-lo, diminuirá o desperdício de dois recursos escassos em qualquer companhia: tempo de trabalho e dinheiro. No dinâmico mercado em que vivemos, não há tempo para preencher planilhas, que depois precisam ser consolidadas e ocupam bastante o tempo dos gestores. Aproveite o poder das informações e trabalhe cada vez melhor os dados que sua companhia coleta.

 

Agora é sua vez. Mãos à obra e bom trabalho!

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