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Quais são os perigos da disrupção digital para a sua empresa?

30/03/2016
Quais são os perigos da disrupção digital para a sua empresa?

Disrupção digital. Para muitos empresários esse é um nome feio, assustador e que causa pânico. Essas duas palavras podem representar o fim de quase metade das empresas que conhecemos em até cinco anos. Mas afinal, o que é disrupção digital e por que é tão temida? O conceito de “disrupção” foi criado pelo professor de Harvard, Clayton Christensen, para descrever inovações que oferecem produtos acessíveis a um novo mercado de consumidores, o que acaba desestabilizando as empresas líderes em seu segmento. Confira, no artigo de hoje, quais são os perigos dos efeitos das tecnologias sobre os modelos de negócios tradicionais e como sobreviver nesta realidade. Vamos lá?

Como adaptar a sua empresa à disrupção digital?

A Disrupção digital é o nome mais curto para explicar o efeito das tecnologias digitais sobre modelos de negócios tradicionais e posição de mercado de companhias e indústrias, o que obriga muitos a enxergarem bem lá na frente, ou seja, dando um passo adiante para não deixarem de existir. A maioria dos executivos entrevistados vê a digitalização como um fator positivo para as empresas e a sociedade. De fato, 75% dos pesquisados acreditam que a disrupção digital é uma forma de progresso, 72% disseram que amplia o valor para os clientes e 66% sentem que habilita os indivíduos.

Ao mesmo tempo, 43% não reconhecem o risco das tecnologias disruptivas ou não abordaram o assunto suficientemente. Apenas 25% descrevem a sua abordagem para a questão como proativa.

Com a Disrupção digital se faz necessário reformular negócios e extinguir, ou até mesmo impulsionar algumas iniciativas para sobreviver e continuar sendo competitivo no mercado.

 

Coisa de ficção?

Não tem muito tempo que o conceito de viver em um mundo totalmente conectado à internet soava como o enredo de um filme de ficção científica. Hoje, é algo real e em pouco tempo viverá sua plenitude. A disrupção digital impactará de forma decisiva nos mercados e indústrias e, por isso, se faz necessário adaptar-se e mudar alguns conceitos, reformular estratégia e posicionamento da marca para não perder espaço e ser engolido por outras corporações.

A transformação não está apenas mudando modelos de negócios, mas influenciando cadeias de valores e fragilizando barreiras entre indústrias. Os disruptores mais bem-sucedidos empregam o que o estudo chama de “perturbação disruptiva”, na qual várias fontes de valor – custo, experiência e plataforma – se fundem para criar novos modelos de negócios e ganhos exponenciais.

 

Impacto da disrupção digital

O impacto da disrupção digital nas indústrias é ameaçador, de acordo a pesquisa divulgada pelo Global Center for Digital Business Transformation (DBT Center), realizada em conjunto com a Cisco e IMD.

O estudo teve como base o envolvimento de pesquisas com 941 líderes empresariais que atuam em 12 ramos diferentes em países, como: Brasil, Austrália, Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão, México, Rússia e Reino Unido.

O estudo concluiu que quatro das 10 principais empresas avaliadas correm o risco de desaparecer nos próximos cinco anos. Elas poderão sumir do mapa justamente pela dificuldade de adaptação à era da convergência digital e da Internet das Coisas.

A pesquisa apontou ainda que a disrupção digital é desprezada entre os níveis mais altos das corporações, em 45% dos casos, e por outro lado 43% delas são incapazes de identificar algum tipo de risco em relação a esse conceito. Outro fator preocupante está ligado à passividade de um terço das empresas, que prefere ver uma ameaça concreta para tomar uma atitude. Apenas um quarto das empresas mostra uma postura mais proativa, quando o tema é a disrupção digital.

 

Efeitos

O estudo da DBT Center revelou também que o setor de tecnologia em produtos e serviços será o que mais sentirá os efeitos. Já a indústria farmacêutica demorará mais tempo para ser influenciada pelo novo conceito.

O estudo é bem claro ao alertar que todo setor industrial será afetado nos próximos cinco anos, seja em maior ou menor medida.

 

Estratégias

Sim, é possível sobreviver à disrupção digital. No entanto, é preciso adotar novas estratégias, criar um novo modelo de negócios, aderir à digitalização e acompanhar a evolução tecnológica.

A adoção de modelos de negócios mais amigáveis ao contexto atual diminuirá o impacto e deixará as empresas mais preparadas para sofrer menos com os efeitos da concorrência, que surge de forma inesperada e oferece algo mais inovador.

 

Exemplos claros de disrupção digital

Entre as empresas de tecnologia, há uma corrida para se desenvolver inovações disruptivas. A aposta da Intel é na “internet das coisas”, ou seja, na comunicação entre objetos pela rede mundial de computadores. Os dados serão armazenados na nuvem. Difícil de visualizar?

Fernando Martins, diretor-executivo da Intel, exemplifica. “O painel do veículo vai ser conectado em uma série de serviços, como o seguro. A seguradora poderá monitorar como você dirige. O motorista consciente terá seguro mais barato”, diz. A Intel atua, por exemplo, em projetos com a GE para monitorar turbinas de avião, em que é é possível saber com precisão qual é o momento correto para fazer a manutenção de cada uma. “Hoje, a Intel está presente em 97% da nuvem. Há uma série de usos disruptivos que vão entrar na vida das pessoas, e a gente trabalha muito com futurismo, olhando dez anos para o futuro”, diz. Quem não fizer esse exercício de futurologia, pode acabar sendo “disruptido”.